terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PESADO FOSTE NA BALANÇA

PESADO FOSTE NA BALANÇA



PESADO FOSTE NA BALANÇA E FOSTE ACHADO EM FALTA 

 
Márcio era um crente comum. Não abandonava a fé, mas não era um primor na consagração. Frequentava a igreja, mas não era assíduo e nem comprometido com os trabalhos.
 
Certa noite Márcio estava na cama e teve uma visão súbita. Viu escrito na parede com dedos gigantes a seguinte frase:

PESADO FOSTE NA BALANÇA E FOSTE ACHADO EM FALTA.
 
Ele sentou-se na cama, esfregou as mãos nos olhos e voltou a olhar na parede: lá estavam, grafadas, em português bem claro, as ditas palavras. Ele estava arrepiado, assustado, quase desesperado. Era domingo e estava amanhecendo.
 
Decidiu buscar ajuda na igreja. Banhou-se, trocou-se, fotografou a parede com a frase e saiu em seu carro rumo à igreja onde era membro.
 
Ao chegar lá deparou-se com portas fechadas.
 
- Como? A igreja fechada no domingo? Não é possível!
 
Ligou para o pastor, que lhe disse:

"Irmão, avisamos no boletim da semana passada: 15 dias de férias. Volte no final do mês, certo?"
 
Márcio não acreditava! Como podia a igreja estar de férias?
 
Lembrou-se da igreja do seu tio, ficava próxima. Rumou para lá. Talvez pudessem lhe explicar o que significava PESADO FOSTE NA BALANÇA E FOSTE ACHADO EM FALTA.
 
Estacionou e entrou. Só a secretária e a faxineira.
 
- Onde estão todos?
 
Em casa - respondeu a secretária. - Só temos cultos à noite, irmão. Podemos ajudar?
 
Márcio estava indignado! Não era possivel isso. Saiu rapidamente e rumou para a Primeira Igreja, essa bem grande e boa, certamente teria gente e pastor disponíveis.
 
Ao chegar no endereço viu uma faixa grande:
"ESTAMOS EM RETIRO - VOLTAREMOS NA PRÓXIMA SEMANA!"
 
Márcio agora estava desesperado. Decidiu ligar para pastores conhecidos. Tinha 4.
 
Márcio, não posso atendê-lo, estou estudando para um concurso público.
 
Márcio, estou de férias com a família, deixe a dúvida por escrito no SMS e depois lhe explicarei.
 
Márcio, mande pintar a parede de novo e esqueça isso!
 
Márcio, não sei do que se trata!
 
Raiva e desespero, temperados por uma indignação profunda.

PESADO FOSTE NA BALANÇA E FOSTE ACHADO EM FALTA.
 
- Senhor, por amor do Teu nome, me diga o que é isso! Eu não sei do que se trata! E não tenho a quem recorrer! Tuas igrejas estão fechadas, teus pastores estão ocupados, ninguém para me ensinar ou compartilhar!
 
Nisto ele ouviu bem alto um galo cantando. "CÓ-CÓ-RI-CÓ". Ele ouvia cada vez mais alto. O som ficava muito alto, até que.... ACORDOU! Seu celular com som de galo despertara-o.
 
Tudo não passou de um sonho! Ou melhor, de um pesadelo! Olhou no relógio: oito e meia. Olhou para a parede: nenhum sinal da frase. Correu para a chave bíblica e procurou nas Escrituras se havia algo parecido. Encontrou a frase no livro do profeta Daniel:
 
tequel: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. (Dn 5:27)
 
Logo compreendeu o que significava. Ele era a pessoa achada em falta! Todas as desculpas que as igrejas e os pastores lhe deram no sonho foram as que ele utilizou ao longo do ano, justificando suas constantes ausências e sua falta de envolvimento nos trabalhos!
 
- Irmãos, estou de férias, volto daqui a quinze dias!
 
- Só posso ir aos cultos da noite, trabalho muito e não tenho tempo para dois compromissos dominicais na igreja.
 
- Vou sair com a família, estou em retiro com amigos!
 
- Não poderei ir aos cultos porque estou estudando para prestar concurso público.
 
- Preciso dar atenção aos meus filhos e família, não posso envolver-me nos compromissos de Escola Bíblica Dominical, coral ou uniões de treinamento.
 
- Não entendo do assunto que está sendo estudado e não tenho vontade de entender. Portanto, não contem comigo!
 
Márcio orou, arrependido. Confessou a sua falta. Pediu perdão. Tomou um banho e tirou o carro da garagem, dirigindo-se à igreja.,
 
Naquela manhã a Escola Bíblica Dominical tinha um novo aluno: Márcio. Ele compreendia agora a importância do compromisso com Deus e com a sua igreja.
 
 E você? Cuidado com a frase:

PESADO FOSTE NA BALANÇA E FOSTE ACHADO EM FALTA...
 
Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Perdeu Jean - Matéria de Felipe Moura Brasil

Perdeu, Jean

Padre José Eduardo:

DEU CERTO! PARABÉNS A VOCÊ QUE ESCREVEU E TELEFONOU AO SENADO!

1) PL 122 foi apensado ao Código Penal (portanto, não será votado amanhã, foi extinto).

2) PNE foi aprovado sem menção ao gênero e à orientação sexual.

3) Código penal foi aprovado, mas mandado para a Comissão de Justiça. Portanto, ainda haverá tempo para se sanarem as questões problemáticas. Todas as menções a gênero e orientação sexual foram removidos do código penal. E, aliás, queriam na última hora incluir direito ao aborto até a 12ª semana, mas a proposta foi rejeitada e prevaleceu a lei de 1940.

PARABÉNS A VOCÊ! Parabéns a todos nós!

Captura de tela 2013-12-18 às 11.02.08
Jean Wyllys:

Lamento profundamente a aprovação, pelo plenário do Senado, nesta terça, 17, do requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) que apensa o PLC 122 ao projeto de reforma do Código Penal. Apesar do pedido de votação nominal feito pelos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), e dos 12 votos contrários, isto não foi suficiente para superar os 29 votos favoráveis – e 2 abstenções. Na prática, isto significa o enterro definitivo de uma luta de 12 anos desde que o PLC 122 começou a tramitar no Congresso.

As minhas críticas e questionamentos ao texto do PLC-122 são públicas, mas sempre defendi sua aprovação (mesmo achando que continua sendo necessário um debate mais amplo), porque a derrota desse projeto seria uma vitória do preconceito e dos discursos de ódio. Contudo, infelizmente, o que aconteceu hoje é o final de uma ‘crônica de uma morte anunciada’. Longe de promover um debate sério, o que a bancada governista fez no Senado foi ceder àchantagem dos fundamentalistas, como o governo Dilma tem feito desde o início. Cada novo substitutivo do projeto, cada nova alteração, cada novo adiamento significou um retrocesso. Foi tanto o que cederam (para garantir o ‘direito’ dos fundamentalistas a pregar o ódio) que do PLC-122 original só restava o título. Foi isso que enterraram hoje.

Também nesta terça, a comissão especial do Senado que é responsável por elaborar o novo projeto do Código Penal aprovou o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) que exclui as referências a “gênero”, “identidade de gênero”, “identidade sexual” ou “orientação sexual”, acatando emendas do senador Magno Malta (PR-ES), parlamentar publicamente conhecido por se opor ao reconhecimento da cidadania para a população LGBT.

Estamos atentos e alertas para quando o novo projeto do Código Penal chegar à Câmara e nosso mandato já estuda a apresentação de uma proposta mais ampla, que enfrente de maneira sistêmica os crimes discriminatórios e garanta políticas públicas e ferramentas legais de proteção contra todas as formas de discriminação, além de promover a educação para o respeito à diversidade.

Jean WYllys PNL
Comento:

Há quem acredite em Papai Noel, Batman, Super-Homem, Lula não sabia de nada, que o PNE só queria ensinar às criancinhas a respeitar as diferenças, e que a PL 122 tratava apenas de garantir aos homossexuais a proteção legal contra agressões e discriminações – como se as leis atuais já não a garantissem o bastante -, e não de ruir o edifício legal com leis contraditóriasque se anulam – forçando o juiz a decidir cada caso concreto arbitrariamente, conforme as pressões do momento -, já que nenhum Estado pode proteger por igual a consciência religiosa e o direito de achincalhá-la ou criminalizá-la como “homofóbica”.

Há quem acredite, sim, em Jean Wylys, aquele que quer “um debate mais amplo”, “um debate sério”, ao mesmo tempo em que estereotipa seus adversários como fundamentalistas, chantagistas, promotores do discurso do ódio, do preconceito, e até opositores do reconhecimento da “cidadania” para a população LGBT, como se os gays precisassem de alguma nova lei para se tornar cidadãos.

Como diz Roger Scruton: “Há duas razões pelas quais as pessoas começam a gritar com os seus adversários: uma é que eles acham que o adversário é tão forte que todas as armas devem ser usadas contra ele; a outra é que eles pensam que a sua própria causa é tão fraca que ela precisa ser fortalecida pelo barulho. Ambos esses motivos podem ser observados nos ateus evangélicos. Eles realmente acreditam que a religião é um perigo, levando as pessoas a excessos de entusiasmo que, pelo fato de serem inspirados por crenças irracionais, não podem ser combatidos por meio de argumentos racionais.”

É demais exigir argumentos racionais de um gramsciano confesso como o sr. Jean Wyllys. Ele perdeu essa batalha, mas, sob o pretexto de combater o ódio contra os homossexuais, continuará explorando politicamente o ódio anticristão no grande Lulu do seu movimento gayzista. A quantidade de pessoas que, em função de hashtags como as dele, desmerecem hoje de antemão qualquer opinião de um padre pelo simples fato de ele ser um padre – ainda que ele esteja dizendo que 2 + 2 = 4 – é mesmo uma coisa assombrosa.

Como diz Olavo de Carvalho: “É importante lembrar dois detalhes: (1) Essa turma toda foi alfabetizada pelo método socioconstrutivista, gerador de analfabetos funcionais incapazes de avaliar o peso relativo das palavras. (2) Na universidade, teve sua cabeça formada pelo desconstrucionismo, segundo o qual a realidade não existe e pode-se criá-la à vontade pelo uso da linguagem. Quando esses fulanos usam expressões como ‘fanatismo religioso’ ou ‘extremismo’, não se referem a nenhuma realidade, mas simplesmente a uma imagem que desejariam criar e impor. Como, porém, o ser humano não pode viver sem nenhuma referência de realidade, logo esquecem que foi pura invencionice e acabam acreditando no que disseram.”

Jean Wyllys deve acreditar no que grita. Felizmente, dessa vez, o Senado preferiu a lógica.

Felipe Moura Brasil – http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

PLC 122 sepultado: Maioria cristã do Brasil obtém vitória inesperada e surpreendente com sua persistência e mobilização


PLC 122 sepultado: Maioria cristã do Brasil obtém vitória inesperada e surpreendente com sua persistência e mobilização

Julio Severo
Hoje é um dia de muita alegria e, quem puder, celebre com festas e louvores a Deus! Ontem (17 de dezembro de 2013), foi aprovado o apensamento do PLC 122 à reforma do código penal, sepultando o PLC 122 e todos os sonhos e maluquices de Marta Suplicy e outros radicais esquerdistas sexuais.
E quanto à promessa do senador petista Paulo Paim de aprovar o PLC 122 neste ano? Foi para o espaço. Virou pó.
Por isso, comemore. Celebre! Pule de alegria! Cante cânticos de regozijo na presença de Deus!
A Capa, o maior site gay do Brasil, informou sobre a reação do PT e do ativismo gay: “O senador Paulo Paim, relator do projeto, lamentou a decisão… Muitos afirmam que o ‘enterro’ simbólico do projeto tenha sido uma orientação da presidente Dilma Rousseff, que pediu ao Senado para não votar a proposta até as eleições de 2014. O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) também comentou a decisão. ‘Lamento a aprovação do requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) que apensa o PLC 122 ao projeto de reforma do Código Penal. Na prática, isto significa o enterro definitivo de uma luta de 12 anos desde que o PLC 122 começou a tramitar no Congresso.’”
Durante anos, o PT usou todas as artimanhas para levar esse projeto à aprovação. Havia apoio em massa ao PLC 122, mas vindo exclusivamente das elites midiáticas e esquerdistas. O povo? Ele foi acusado pelo PT, através de um instituto de pesquisa esquerdista, de ser99 por cento “homofóbico.”
Enquanto as manifestações da mídia comprada pediam insistentemente a aprovação do PLC 122, o povo telefonava para o Congresso pedindo sua rejeição. Assim, o povo venceu as vontades do governo, do PT, de outros partidos de esquerda, das elites midiáticas e do movimento homossexual.
O povo venceu também as forças religiosas hostis à luta em defesa da família. Um tabloide sensacionalista protestante argumentava que o PLC 122 não oferecia os perigos denunciados por alguns líderes evangélicos, inclusive Silas Malafaia, a quem o tabloide chamou maliciosamente de “servo de Belzebu.”
O tabloide, representando a mídia protestante esquerdista, afirmou que a ignorância “de alguns políticos evangélicos interessados no uso deste projeto para fins eleitoreiros e um ou outro comentário de um blogueiro sofrendo de esquizofrenia paranoide se transforma em pânico levando milhares de ovelhas idiotizadas à beira de um ataque de nervos.”
Mas a hostilidade aos defensores da família não veio apenas de tabloides de fofoca. Em 16 de dezembro, apenas um dia antes do sepultamento do PLC 122, o senador Paim publicou em seu site oficial um manifesto do CONIC pedindo, em nome de um alegado combate à violência contra a mulher, a aprovação do PLC 122.
O CONIC é o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que em março deste ano repudiou publicamente a nomeação de Marco Feliciano à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Fazem parte do CONIC a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Igreja Presbiteriana Unida — todas com alinhamento esquerdista.
O que o manifesto do CONIC a favor do PLC 122 no site do Paim significa?
Significa que, discordando da vontade da maioria cristã do Brasil e se alinhando com a maioria esquerdista do governo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Igreja Presbiteriana Unida estavam de pleno acordo com a vontade do governo de impor o PLC 122 sobre a população brasileira.
Graças a Deus, a vontade de Paim e do PT não prevaleceu!
Graças a Deus, a vontade do CONIC não prevaleceu!
Graças a Deus, não prosperou a vontade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e da Igreja Presbiteriana Unida.
GRAÇAS A DEUS, PREVALECEU A VONTADE DA MAIORIA CRISTÃ DO BRASIL!
Podemos dar louvores a Deus, fazer festas e comemorar a vitória desta batalha contra as forças seculares e religiosas, mas a guerra continua.

Dra. Damares Alves fala

Para compreendermos a vitória que obtivemos ontem, a Dra. Damares Alves, em texto exclusivo para o Blog Julio Severo, explica a importância da conquista que a maioria cristã brasileira alcançou pressionando incessantemente o Congresso Nacional.
A Dra. Damares, que neste ano de 2013 andou por todo o Brasil mobilizando a Igreja contra o PLC 122 e contra outros projetos absurdos, inclusive o projeto original da Reforma do Código Penal, desabafou emocionada: “Estou rouca, estou cansada. Só neste final de semana, foram cinco eventos em três estados diferentes, mas valeu a pena. Eu sei que a transformação e redenção do meu país passa pela Igreja Evangélica.” Ela disse ainda: “Esta vitória só foi possível também graças a todos os internautas e blogueiros cristãos e graças as redes sociais.”
A Dra. Damares explica como foi a grande vitória contra o PLC 122 e outros projetos:
Pela manha na Comissão Especial instituída para discutir o PLS 236/2012 que visa à Reforma do Código Penal, foi votado o parecer do relator que de maneira já esperada pronunciou um voto a favor da vida e da família.
Entenda: o relator, Senador Pedro Taques, na semana passada havia apresentado o voto final ao PLS 236/2012 e, após uma serie de reuniões e discussões nos últimos dias, foi votado e aprovado hoje o parecer final na Comissão Especial.
No voto, o senador afastou a possibilidade da descriminalização do aborto no Brasil. Ele manteve o texto do atual Código Penal, ou seja, o aborto provocado só não será punido em caso de estupro ou risco de vida para a gestante.
Essa foi uma vitória para todos os que lutam em defesa da vida.
O relator também não aceitou a diminuição da idade de 14 para 12 anos de idade para tipificar o estupro de vulneráveis, nem a descriminalização das drogas, nem a legalização das casas de prostituição e outros temas que tanto preocupavam os movimentos em defesa da família e a Igreja.
Contudo, a maior surpresa veio com a retirada, em todo o texto do PLS 236, dos termos “orientação sexual,” “gênero” e “identidade de gênero.”
Pedro Taques, um jurista de renome, argumentou que essas expressões são ambíguas e ainda não estão assimiladas na língua portuguesa e não são compreendidas pela população, o que dificultaria aplicação e fixação de penas pelos juízes ou até mesmo o indiciamento dos possíveis réus.
O movimento homossexual não esperava isso, pois no texto apresentado pelos juristas a discriminação por “orientação sexual,” “gênero” e “identidade de gênero” seria agravante para todos os crimes, inclusive para crimes de terrorismo, racismo, genocídio, tortura e crimes contra a humanidade.
Mas a vitória da família neste dia (17 de dezembro) no Senado não se limitou apenas ao projeto da reforma do código penal.
Estava na pauta para as 8h30min da manhã desta quarta feira na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa o voto do senador Paulo Paim ao PLC 122/2006.
Ao contabilizar os votos, os líderes pró-família já sabiam que naquela comissão o PLC 122 seria aprovado.
Entretanto, o inesperado aconteceu no início da noite.
Foi votado e aprovado no Plenário Geral do Senado o Requerimento de autoria do senador evangélico Eduardo Lopes (PRB/RJ — suplente do senador Crivella) que pedia o apensamento do PLC 122/2006 ao Projeto de Reforma do Código Penal.
Há três semanas que se aguardava a votação desse requerimento, mas havia uma pressão para que a votação não acontecesse e se fosse colocado em pauta, a pressão para ser rejeitado era maior ainda.
Na quarta-feira da semana passada até altas horas da noite o embate nos bastidores do Plenário do Senado era visível. De um lado, senadores conversando com pastores, padres e líderes de movimentos em defesa da família que faziam lobby para que o requerimento fosse aprovado. Do outro lado, estavam os militantes do movimento homossexual abordando os senadores, chegando a dizer aos parlamentares que votar o PLC 122/2206 era para eles uma questão de honra, pois a sigla PLC 122 era mais que um projeto legislativo; era o símbolo de luta.
Mas para surpresa de todos, o requerimento foi colocado na pauta e aprovado na noite, ou seja, poucas horas antes da votação do PLC 122 na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
Mas é bom lembrar que os senadores não fizeram nenhum favor às famílias. Eles apenas acertaram desta vez. O inciso II do artigo 374 do Regimento Interno do Senado Federal é claro em afirmar que se existe um projeto que visa reformar qualquer código, todos os demais projetos que se referem à matéria do código que esta sendo reformado devem ser apensadas no PL da reforma. (Leiam o que diz este inciso.)
Assim, desde a chegada da Reforma do Código Penal no Senado, o PLC 122/2006 já deveria ter sido apensado. Houve neste tempo todo uma briga desnecessária.
Depois da aprovação hoje do requerimento, os senadores a favor do ativismo gay ficaram insatisfeitos e pediram até mesmo verificação de quórum, mas não conseguiram derrubar a sessão nem a votação do requerimento.
Agora o PLC 122/2006 passa a ser mais um projeto de lei, entre os inúmeros, apensado ao PLS 236/2012. Ou seja, o PLC 122 praticamente não existe mais.
Mas cabe aqui outra explicação: O PLC 122/2006 tinha como objetivo a alteração da Lei de Racismo, acrescentando os termos “orientação sexual,” “gênero” e “identidade de gênero.” E o PLC 236/2012, da Reforma do Código Penal, tem como objetivo em seu artigo 530 a revogação da lei de racismo.
Vejam a incoerência: na mesma Casa Legislativa um projeto de lei tem como objetivo revogar uma lei e outro alterar uma lei que será revogada.
Então o PLC 122/2006 era de fato inócuo no sentido de que ele ia reformar algo que estaria revogado.
É claro que a luta não acabou. O PLC 122/2006 foi apensado e agora o tema pode ser trazido para dentro da Reforma do Código Penal em outras comissões.
Mas esta vitória de hoje mostra que as mobilizações deram certo e a união dos movimentos pró-família foi decisiva para isso.
Todos são unanimes em reconhecer o esforço do Senador Magno Malta, que, atento há anos, não deixou o PLC 122 ser aprovado. Por anos a Igreja só pôde contar com ele. Um único senador contra todos.
Parecia uma guerra perdida. Era Golias o gigante e um único Davi pequenino.
Nos últimos meses, o senador acabou contando também com a atuação brilhante do Senador Eduardo Lopes e os dois juntos chegaram hoje a esta importante vitória.
Não se pode ainda deixar de citar a contribuição dos senadores Gim Argello, do Distrito Federal, e do Senador Sergio Petecão, do Acre.
A mobilização não pode parar.
Já no inicio do ano que vem a Reforma do Código Penal volta a ser discutida e toda atenção será necessária. O povo que venceu hoje continuará vencendo se demonstrar mais persistência.