segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Marina Silva e a Providência Divina


Marina diz que não ter embarcado no voo fatal foi providência divina. Será que ela podia ter pisado em território tão pantanoso? Ela errou politicamente? Errou na teologia? A declaração incomodou muita gente.
Penso que existe uma providência divina em relação a mim, ao Miguel, a Renata e ao Molina”disse Marina a jornalistas, durante o voo que a levou de São Paulo para Recife para o funeral de Campos. Ela referia-se à mulher, ao filho e a um assessor do ex-governador de Pernambuco.
Jornal online O DIA, 17 de Agosto 2014
A primeira pergunta é, do ponto de vista politico será que Marina foi sábia em fazer esta declaração? A ideia certamente constrange a alguns, primeiro por revelar uma teologia não muito popular hoje nas redes sociais da “inteligentzia” cristã. Vou discutir a questão teológica abaixo. Mas as implicações políticas também seriam sérias de acordo com alguns cristãos com quem “conversei” no Twitter.
Marina, messias político
Teme-se que a providência percebida por ela nutra uma percepção messiânica sobre si mesma. Será? Em defesa de Marina eu queria apontar para sua carreira política. Ao contrário de Lula que de 1990 em diante se recusou a se candidatar para outra coisa que não fosse a presidência, Marina trabalha para seus ideais políticos de todas as maneiras que pode. Foi vereadora, deputada estadual, senadora, ministra do PT, saindo do partido com dor e sofrimento expressados publicamente. Se não tivessem lhe puxado o tapete, é provável que não teria saído nem do ministério nem dos quadros do PT. Marina aceitou ser vice de Campos. A candidatura a vice-presidência em si já demonstra uma capacidade de concessão e humildade que não se percebe naqueles que sofrem de complexos messiânicos.
Direito a uma linguagem religiosa?
Mas diz o Reinaldo Azevedo que os seguidores de Marina a identificam como a “ungida” e imbuem sua figura de aspectos messiânicos. Não duvido nada que um setor religioso qualquer tenha feito isto, ou crie uma narrativa assim para a história dela. Mas até onde escuto ela pessoalmente não o faz. É fácil evitar esta tendência mitologizadora no Brasil de hoje? Não. É literalmente impossível impedir que outros construam com sua história uma narrativa que não é nem sua. É fácil evitar a armadilha de se deixar envolver por este messianismo? Não é tampouco. E até aí minhas concedo loas à Marina que tem valentemente evitado o discurso religioso, evitado se voluntariar ao evangelicalismo como sendo a candidata religiosamente correta. Ela é corajosa em criar um caminho político diferente, que não se escora na religião, é  coerente com suas convicções mas não é religiosamente neutro.
Mas ainda podemos nos perguntar: Porque então usar linguagem religiosa? Porque mencionar providência divina?
Respondo com outra pergunta: Por que não? Qual é o problema em se declarar fé, em se expor suas convicções teológicas, em citar sua cosmovisão religiosa como apoio emocional numa hora tão difícil? A meu ver nenhum problema. A democracia no Brasil é tão nova, mas já estamos profundamente doentes de laicismo.
Quero propor que este laicismo xiita é  irreal e não presta serviço à democracia. Professar uma falta absoluta de convicções religiosas já é uma convicção religiosa. Permitir que o laicismo domine o discurso político brasileiro a ponto de excluir completamente a religião do debate público,  é permitir que a religião do secularismo se imponha como a única alternativa, a única cosmovisão possível politicamente, o que é um erro absurdo. O secularismo em si ele não nos provê noção de valor humano, razões morais que possam nortear legislações, coerência filosófica para se estabelecer esperança para um futuro melhor. O secularismo é vazio e descomprometido com o florescimento humano.
Liberdade religiosa não é a laicização total do estado, mas sim segundo Locke, o estabelecimento de uma tolerância mútua norteada por princípios morais comuns. Aí a conversa se torna muito longa, porque é necessário se diferenciar a tolerância proposta por Locke e vivida na América e na Europa até algumas décadas atrás e esta “tolerância liberal” proposta por Marcuse e outros que hoje paira como um urubu sobre a nossa racionalidade.
Meu ponto: Ela tem direito sim à usar uma linguagem religiosa. Afinal ela é uma mulher de fé, não podia ser diferente. Se a constituição nos garante liberdade religiosa, garante a qualquer candidato o direito a professar uma religião.  Mas ser uma pessoa de fé é diferente de fazer da fé uma política de estado. O que um crente presidente não pode fazer por exemplo é uma medida provisória tornando o evangelicalismo a religião oficial do Brasil. J Mas ele tem direito a usar suas convicções para nortear suas decisões políticas? Claro que sim. A fé verdadeira não é um mero acessório que se despe quando se toma decisões políticas. A fé ou a falta dela norteia nossa maneira de viver, nos informa do bem e do mal, é uma bússola interna que não sai sem cirurgia.
Um ambiente civilizado respeita a Dilma cuja falta total de convicção religiosa lhe permite circular pelo Templo de Salomão e pelo Terreiro da Dona Maricota no mesmo dia, rezando conforme a cartilha de cada um. E respeita a Marina, quando diz que ora todos os dias, tem a Bíblia como livro de cabeceira, e que toma suas decisões políticas ou não de acordo com a moral cristã.
A teologia da providência
Agora o assunto é teológico. Estranhei que alguns colegas teólogos se doeram com a declaração de Marina. Afinal a providência é um conceito bíblico aceito por todas as corrente teológicas. Deus ama e protege os que nele creem. Disse alguém, que só encontra providência na minha Bíblia. Como? Se ele arrancou o Deus que intervém da sua Bíblia, eu não arranquei da minha.  Não vou perder tempo aqui citando todas as histórias bíblicas e todos os versículos de ensino direto que nos ensinam um Deus em controle da história. Até os teólogos relacionais, ramo ao qual fui “acusada” muitas vezes de pertencer e que é visto por muitos líderes evangélicos como um heresia, acreditam numa providência histórica de Deus. Não tem um teólogo que advoga a ideia do “futuro aberto” que não acredite também em Deus dirigindo a história, a diferença é que creem que ele  não controla destinos individuais.
Creia você que Deus vê o futuro ou não, se professa a fé cristã, tem que necessariamente crer que ele usa a história para te abençoar. O homem faz os planos, mas a resposta, no original, os passos, vem do Senhor (Pv16:1)
Se você crê  que Deus controla absolutamente cada detalhe, do que acontece nesta terra. no caso de Marina, controlou as circunstâncias para que ela e os outros não estivessem no avião.
Outra alternativa é crer que Deus respeita  o livre-arbítrio e que nossas escolhas influem  nas circunstâncias e nas histórias individuais. Neste caso Deus diretamente não causa nada, mas influencia, instrui, deixando a decisão final na mão das pessoas. Ele trabalha através de nossas escolhas. E ainda como Deus pessoal tem planos pessoais para nós. E mesmo que nossos erros, pecados, incapacidades pareçam atrapalhar seus planos, ele ainda é capaz de usar o mal para o bem. Veja a história de José, vendido como escravo, de Moisés, assassino.  Veja Romanos 8, que nos propõe que ele, Deus, lida com os resultados. Ele é capaz de usar os problemas e dores em fatores transformadores que acabam te abençoando e trabalhando para os planos que ele tem para você.
O extremo desta linha é pensar que o futuro é completamente determinado por nós e apenas por nós. Se isto é verdade que peso enorme temos constantemente sobre os ombros!! Viramos então o Deus da história. O que não difere em nada da terceira alternativa que exclui Deus completamente da história. Seja  Deus paralisado ou morto o resultado é o mesmo.  Ele não tem nada a ver com o que aconteceu nem com a salvação da Marina nem com a morte de Campos. Se esta é a sua abordagem eu tenho que te dizer que você então não é cristão bíblico, mas sim um mero teísta.
Se você crê no Deus morto, ilhado, isento de participação qualquer que seja, me explique em que esta crença diferença do ateísmo. Respeito sua opinião, mas tenho pena de você, como tenho dos ateus,  por viver nesta imensa solidão cósmica.
Minha conclusão?
Marina tem o direito teológico e político de crer em providência. Que venha o futuro de acordo com o planos de Deus para nossa história brasileira, e as decisões que nós eleitores ou candidatos vamos tomando para realiza-la.

Artigo de Bráulia Ribeiro na Ultimato on Line - Ví noCristianismo Radical

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Brasil se volta contra contra Israel

Brasil se volta contra contra Israel, Dilma perdeu uma grande oportunidade de permanecer calada, somos um país de paz, nosso histórico demonstra isso,  mas a Presidenta defecou pela boca ao censurar apenas Israel, e não censurar o extremismo do Hamas.

Dilma não sabe, mas essa é mais uma prova da veracidade da Palavra de Deus, segundo a profecia do Profeta Zacarias confira o Capítulo 14 deste livro, essa profecia terá cumprimento em sua totalidade na Grande Tribulação.

Uma sugestão para a Presidenta da próxima vez fale por você e não em nome do Brasil!


Confira abaixo o texto do profeta Zacarias:

ZACARIAS - CAPÍTULO 14
1 EIS que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti.
2 Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será extirpado da cidade.
3 E o SENHOR sairá, e pelejará contra estas nações, como pelejou, sim, no dia da batalha.
4 E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul.
5 E fugireis pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes chegará até Azel; e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá. Então virá o SENHOR meu Deus, e todos os santos contigo.
6 E acontecerá naquele dia, que não haverá preciosa luz, nem espessa escuridão.
7 Mas será um dia conhecido do SENHOR; nem dia nem noite será; mas acontecerá que ao cair da tarde haverá luz.
8 Naquele dia também acontecerá que sairão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isto.
9 E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o SENHOR, e um será o seu nome.
10 Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém, e ela será exaltada, e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei.
11 E habitarão nela, e não haverá mais destruição, porque Jerusalém habitará segura.
12 E esta será a praga com que o SENHOR ferirá a todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: a sua carne apodrecerá, estando eles em pé, e lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua lhes apodrecerá na sua boca.
13 Naquele dia também acontecerá que haverá da parte do SENHOR uma grande perturbação entre eles; porque cada um pegará na mão do seu próximo, e cada um levantará a mão contra o seu próximo.
14 E também Judá pelejará em Jerusalém, e as riquezas de todos os gentios serão ajuntadas ao redor, ouro e prata e roupas em grande abundância.
15 Assim será também a praga dos cavalos, dos mulos, dos camelos e dos jumentos e de todos os animais que estiverem naqueles arraiais, como foi esta praga.
16 E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.
17 E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.
18 E, se a família dos egípcios não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá sobre eles a praga com que o SENHOR ferirá os gentios que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos.
19 Este será o castigo do pecado dos egípcios e o castigo do pecado de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos.
20 Naquele dia será gravado sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR; e as panelas na casa do SENHOR serão como as bacias diante do altar.
21 E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao SENHOR dos Exércitos, e todos os que sacrificarem virão, e delas tomarão, e nelas cozerão. E, naquele dia não haverá mais cananeu na casa do SENHOR dos Exércitos.