sábado, 18 de agosto de 2018

Gibi "Viva a Diferença" é uma arma poderosa das igrejas contra a ideologia de gênero


 
O material é uma ferramenta lúdica e de fácil compreensão para crianças.
No começo desse ano foi lançado em Curitiba, na Igreja Batista do Bacaheri, o gibi infantil "Viva a Diferença", elaborado pela Convenção Batista do Brasil (CBB) e distribuído gratuitamente para todo o Brasil. Com a direção bíblica do pastor Luis Roberto Sivaldo, tive o privilégio de contribuir com o projeto doando o texto dos personagens.

Atualmente já contamos com a versão animada do projeto, um desenho que está disponível no Youtube para ser utilizado pelas igrejas e famílias livremente.

Apesar de já ter passado alguns meses do lançamento e a divulgação do material ter sido um sucesso, muitas pessoas e igrejas ainda desconhecem o projeto. Alguns porque imaginam se tratar de um gibi comum, com temática bíblica, outros porque realmente não tiveram conhecimento da notícia ou não sabem o que fazer para adquirir o gibi e o desenho animado.

Eu quero reforçar no texto de hoje que não se trata de um gibi comum. Este é um material que tem como grande objetivo combater um mal muito grande para crianças e adolescentes que está sendo divulgado com muita ênfase por toda a mídia, que é a ideologia de gênero, uma visão que prega a total eliminação das diferenças sexuais. Ou seja, que meninos podem ser meninas e meninas podem ser meninos.

Muitos pais já têm noção do que é a ideologia de gênero. Outros até já leram o meu livro "Ideologia de Gênero na Educação", mas não sabem como evitar que ela chegue ao conhecimento dos filhos. Eu quero dizer a vocês que é praticamente inevitável que a ideologia de gênero de alguma forma chegue ao conhecimento dos seus filhos. A razão disso é porque não estamos lidando com inimigos isolados, mas sim com uma agenda cultural em nível mundial.

A criança como alvo principal

Antigamente havia uma espécie de terreno neutro, onde às crianças eram protegidas e poupadas de qualquer ativismo político e ideológico. Apenas os adultos se envolviam em questões complexas sobre sexualidade, drogas, religião e outras coisas. Mas atualmente não é assim. Às crianças se tornaram os grandes alvos dos ativistas. Elas entram no meio do campo de batalha, por exemplo, quando ligam a TV para assistir um desenho aparentemente inofensivo, mas que durante a cena aparece um personagem transgênero ou textos com insinuações que promovem esse tipo de comportamento e referências ao movimento LGBT.

Também quando vão para a escola e o professor, militante travestido, fala sobre questões de gênero e sexualidade induzindo suas próprias convicções na sala de aula contra os princípios dos pais.

Ou seja, por mais que seja possível ter o controle sobre grande parte desses conteúdos, vai chegar um momento em que você não será capaz de impedir esse contato, pela maneira como o mundo está. Até o Apóstolo Paulo escreveu sobre isso em 1 Coríntios 5:9-10, dizendo que não temos como sair do mundo para evitar certas coisas, mas sim não nos associar com elas. E como fazer para saber identificar isso e ensinar aos nossos filhos? É aqui onde entra a grande importância do projeto Viva a Diferença.

Ferramenta lúdica e de fácil compreensão para crianças

Nossa arma é a informação, o conhecimento e a promoção de boas ideias. A melhor maneira de combater o avanço da agenda de gênero é preparando nossas crianças, adolescentes e jovens com a Verdade. Eles serão capazes de identificar e rejeitar por conta própria qualquer material nocivo contra a vida deles se estiverem com as armas certas, que é o conhecimento primeiramente da Palavra de Deus, depois da ciência e tudo o que valoriza a vida humana.

O gibi e o desenho animado Viva a Diferença auxilia os pais nisso porque ele é feito para o universo infantil, traduzindo questões da ciência biológica, psicológica e também teológica sobre a sexualidade humana para a linguagem simples das crianças. A capacidade de compreensão das crianças é proporcional ao nível de maturidade cognitiva que elas possuem.

Assim, qualquer professor do ensino fundamental sabe que personagens animados, coloridos e repletos de fantasia são facilmente compreendidos pelas crianças, porque eles correspondem ao mundo imaginário da criança em fase de desenvolvimento. Então a criança quando assiste esse desenho ou lê o gibi, ela assimila com rapidez e grava na memória a fala dos personagens, tendo isso como referência para o resto de sua vida.

Utilize e divulgue o projeto Viva a Diferença

Para acessar o material é fácil, só precisa fazer o download do gibi através do site www.vivaadiferenca.com.br ou entrar em contato diretamente com a Convenção Batista da sua região, que pode lhe fornecer a versão impressa do material. Para assistir o desenho animado também é muito fácil, é só entrar no Youtube e digitar assim: "Viva a Diferença - Gibi animado (OFICIAL)".

Recomendamos que os líderes de igrejas, educadores e famílias baixem o desenho através do Youtube e divulgue para outras pessoas que não tem a facilidade de acesso. Esse material pode ser inserido nas lições da Escola Bíblica Dominical ou em qualquer outro momento que achar melhor. Se envolva e faça parte desse projeto, porque isso também é ser sal e luz nessa terra.

Por Marisa Lobo - Psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora de livros, como "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".



*O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor.

Fonte: Guiame

sábado, 21 de julho de 2018

O que significa o juízo final citado na Bíblia Sagrada?



Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta
Você Pergunta: Eu gostaria de saber mais sobre o juízo final que a Bíblia menciona. Como será esse dia em que Deus irá julgar todo o mundo? O que a Bíblia nos revela a respeito dos detalhes de como será esse dia?
Caro leitor, esse tema é muito importante. A Bíblia é clara a respeito de que haverá um juízo final, um julgamento onde Deus fará justiça de forma plena. E também nos dá alguns detalhes interessantes sobre esse dia. Vejamos:
O que é o juízo final citado na Bíblia Sagrada?

O que é o juízo final descrito na Bíblia?

(1) O juízo final nada mais é do que um dia que foi separado por Deus para julgar todas as pessoas e também seres celestiais. Tanto no Antigo Testamento quando no Novo temos a menção de um dia em que Deus exercerá o seu juízo sobre todos. Em muitos textos, esse dia é chamado de “Dia do Senhor”, indicando um dia especialmente preparado por Deus para exercer o Seu juízo final: “Porque o Dia do SENHOR está prestes a vir sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; o teu malfeito tornará sobre a tua cabeça” (Obadias 1:15). Também no Novo Testamento foram confirmadas as revelações que temos no Antigo Testamento sobre esse dia do juízo de Deus: “pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (1 Tessalonicenses 5:2).

Por que haverá um juízo final?

(2) O juízo final é necessário para que Deus estabeleça de forma plena e pública toda a justiça e a verdade. O homem se desviou do Senhor, se corrompeu, preferiu andar em seus próprios caminhos, rejeitando o Senhor. Todos os males praticados (até os mais escondidos) deverão ser julgados pelo Senhor para que a verdadeira justiça triunfe diante daqueles que duvidaram dela e a rejeitaram. Os atos de cada um deverão ser julgados: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10).

(3) Uma observação importante a ser feita é que nenhum dos homens consegue por si próprio fazer aquilo que agrada a Deus: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Ou seja, se dependêssemos apenas de nós mesmos, todos seriamos condenados no dia do juízo final. O juízo de Deus, porém, verificará aqueles que foram perdoados e reconciliados através da obra de Cristo na cruz, que trouxe a salvação dessa condenação a todo o que Nele crê: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). Aqueles que creram de fato em Cristo estarão do dia do juízo final com a tranquilidade de que serão absolvidos pelo fato de Cristo ter pagado suas dívidas diante de Deus: “Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo” (1 João 4:17).

Como as pessoas serão julgadas no dia do juízo final?

(4) O crente verdadeiro enfrentará o dia do juízo final tranquilo e viverá para sempre com o Senhor no céu, pois seu nome está escrito no livro da vida“Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Apocalipse 21:27). Aqueles que rejeitaram Jesus Cristo enfrentarão o julgamento e a condenação de Deus baseado no que está registrado de seus atos malignos nos registros do Senhor: “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:11-12). Jesus deixou claro que o dia do juízo final seria um dia de choro e sofrimentos para os condenados: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora” (Lucas 13:28).
(5) A Bíblia também relata que no juízo final os anjos rebeldes também serão julgados e condenados definitivamente ao tormento eterno: “e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (Judas 1:6). Tanto os anjos condenados quanto o próprio diabo receberão também uma grande punição eterna de Deus: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10).
(6) Para finalizar, podemos observar que não existe na Bíblia qualquer aprovação ao pensamento de que Deus, no juízo final, vai perdoar todos e todos irão para o céu. Também não temos qualquer menção de segundas oportunidades ou recursos que possam mudar o julgamento de Deus na última hora. A única forma descrita na Bíblia para não sermos condenados é o arrependimento e a total fé na obra de Cristo e isso ainda em vida. A morte sela nosso destino final e eterno: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo…” (Hebreus 9:27).
Mais conhecimento da Bíblia em menos tempo?
Não sei se você é uma dessas pessoas que tem dificuldades de entender a Bíblia. Eu já fui e sofri muito! Mas não me dei por vencido, não me deixei ser derrotado pelos inimigos. E você, como anda sua leitura da Bíblia? Seu entendimento? Que tal melhorar nessa área da sua vida espiritual, aprendendo a entender assuntos da Bíblia de forma simples e rápida, ajudado por quem já superou as mesmas dificuldades que você enfrenta?

https://www.esbocandoideias.com/2017/05/juizo-final-na-biblia-sagrada.html

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Investigações sobrenaturais ou paranormais

Com o advento da internet e com o fato da plataforma YouTube monetizar isto é; pagar canais por acessos ou principalmente por curtidas, que houve um aumento significativo de canais que tratam do assunto.

Estes investigadores vão aos mais variados locais desde casas, ruas, encruzilhadas, centro de invocação de espíritos, ferrovias, rodovias, pontes, postos de gasolina, fazendas, poços, hospitais, matas, locais de acidentes,  de assassinatos, senzalas, cadeias, penitenciárias e etc 

Geralmente vão em equipe, mas acontece em algumas investigações de ir apenas um único indivíduo, porém isso não é tão comum.

Podemos definir isso como uma forma de necromancia também.
Embora muitos queiram negar, mas o que é visto são eles procurando contato com os espíritos de pessoas falecidas; as vezes se dá para ver eles meio em dúvida sem saber o que é ao certo dizem que se trata de um espírito, energia, ectoplasma, perispírito até demônio; Na realidade a última alternativa é a que está por trás destas manifestações.

Não pode ser espírito humano como eles utilizam a expressão: "desencarnado" porque na realidade o desencarnado (espírito do morto) não fica vagando neste mundo, porém adentra a eternidade ou no Seio de Abraão se for justo, ou vai para o Inferno se for injusto. 
Desta feita as manifestações sobrenaturais que são detectadas pelas investigações sobrenaturais (e eu falo de manifestações sobrenaturais) são manifestações de entidades demoníacas que se passam muitas vezes por pessoas mortas. 



Muitas vezes estes espíritos malignos causam medo, pavor e pânico nestes lugares, acompanham alguns investigadores que passam por fenômenos estranhos em sua vida, tem pessoas que ficam assombradas com as manifestações que para "ter paz" com a entidade faz oferendas aos espíritos; tais sacrifícios na realidade são oferecidos aos demônios.   

" Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios." 1 Coríntios 10:20

Nestas investigações se observam que eles conseguem entrar em contato através de aparelhos que medem a quantidade de "energia dos seres" Estes aparelhos que vão desde um simples L de metal a spirit in box, K2, câmera de infra vermelho, visão noturna echovox este último bem que poderia ser chamado de exu-voz, por ser um aparelho que também é usado neste tipo de invocação.

Há também um quantidade cada vez mais crescente de rituais de invocação de espíritos de mortos, citando alguns: Jogo do lápis ou jogo do Charlie, Maria Sangrenta, Loira do banheiro, homem da meia noite, Ouija; também outros rituais comuns em outros países começam a ganhar praticantes no Brasil a exemplo do Satorukun do Japão e o Ouija mexicano entre outros.

São também formas de invocação de mortos, portanto é uma forma de necromancia e estas coisas são reprovadas por Deus.  Muitos por falta de conhecimento se envolve, mesmo que de forma ingênua na "brincadeira" e as consequências podem ser muito sérias, há  relatos que vão desde perturbações psicológicas, pesadelos, à visões de vultos e possessões demoníacas.

"Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;" Deuteronômio 18:11

As pessoas devem saber que não há nada de brincadeira nestes "joguinhos" devem saber que por trás de tudo isso, há uma força espiritual astuta conduzindo as pessoas a prática de algo condenável diante de Deus, existe também no Brasil youtubers que praticam em seus canais estes rituais, já falamos que isto é prática reprovável diante de Deus.

Os praticantes destes rituais e me refiro aos youtubers, mas pode ser de outras plataformas também, fazem isso e a motivação pode ser bem variada uns por curiosidade, outros por ganhar visualizações, curtidas, inscritos, ou outros por dinheiro mesmo.

Independentemente da motivação os rituais são formas de necromancia, pode parecer uma besteirinha, porque alguns podem dizer "meu vizinho fez ou o meu  amigo fez, vou fazer também" é bom que as pessoas saibam que independente da forma ou da motivação, necromancia foi, é, e será abominável diante de Deus.

Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Solidão, crítica e rejeição: os custos da liderança

Como O Pastor Pode Responder À Solidão, Às Críticas E À Rejeição E Ainda Manter Boas Relações Humanas Com Os Membros?
“... podeis vós beber o cálice que eu bebo...? (Mc 10.38)
Oswald Sanders lista em seu livro (Liderança Espiritual, Editora Mundo Cristão) dois princípios elementares sobre liderança cristã baseados em Marcos 10.32-40, no episódio em que Tiago e João pedem a Cristo para ocuparem uma posição de destaque em seu Reino (v.37).
Ele identifica, em primeiro lugar, o princípio da “soberania na liderança espiritual”. Conceder a alguém cargo de liderança é algo que já está preestabelecido por Deus, apenas confirma-se o candidato que o Senhor já reservou para esse fim; É notório que ninguém galga tal posição por méritos próprios, por influência intercessora de alguém ou de um colegiado, mas é preciso uma extensão humana e terrena do Reino para que administre as questões da Igreja, como por exemplo: uma assembleia, convenção ou concílio. O livro de Atos registra três assembleias: 1)Para escolher um apóstolo substituto de Judas (1.15-26); 2)Para instituir os diáconos ao serviço social (6.1-6) e 3)A assembleia geral do capítulo 15, realizada para resolver questões a respeito dos ritos mosaicos, se seriam aplicados, aos gentios que aceitaram a fé, comissionando obreiros para noticiar a decisão convencional.
Os pastores são levantados soberanamente para exercerem seus cargos de liderança reservados a eles pelo próprio Senhor, foi Jesus que apresentou esse princípio ao dizer: “mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo, mas isso é para aqueles a quem está reservado.” (Mc 10.40). A convenção local reconhece o ministro que Deus preestabeleceu, função que nossa pastoral – CONADEC – desempenha muito bem.
Por esse motivo estejamos conscientes de que a instituição eclesiástica é divina com funções espirituais e execuções humanas, eis a razão pela qual não devemos nos opor ou questioná-la. Além do reconhecimento de uma instituição, é preciso, também que alguém os apresente. Como por exemplo: Barnabé que apresenta Paulo aos Apóstolos, “Barnabé, tomando-o [Paulo] consigo, o trouxe aos apóstolos…” (At 9.27); o próprio Paulo, que depois de alguns anos, ingressa Marcos no ministério, “… Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.” (2 Tm 4.11); e os discípulos que escolheram os diáconos “ e os apresentaram ante os apóstolos…” (At. 6.2,3,6).
O segundo princípio reconhecido por Sanders na fala de Jesus foi o “preço da liderança”. O Senhor deixa claro que há um custo alto a pagar para quem quer assumir uma posição de liderança:“… Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?” (Mc 10.38), a pergunta evidencia haver custos para exercer uma liderança eficaz. Sanders destaca que a solidão, a crítica e a rejeição são alguns fatores que, dentre outros, definem o preço da liderança. Mas, como o pastor deve responder as críticas, rejeição e solidão e ainda manter boas relações humanas com seus membros (FAETAD, 2006)?
Solidão
Tomar decisões nunca foi fácil; Em ambiente coletivo, às vezes, gera conflitos de opiniões e consequentemente problemas relacionais. George Barna, um dos mais proeminentes pesquisadores de liderança cristã americana e presidente da maior organização norte-americana de consultoria de administração de ministérios, revela os tipos mais comuns de conflitos: “colisão de personalidade, lutas de poder, insegurança, falta de reconhecimento: São os conflitos relacionados com assuntos pessoais” (George Barna, 2004).
Quando o Pastor decide tomar alguma decisão necessária para o crescimento da igreja, algumas vezes, infelizmente fica solitário e é incompreendido como, por exemplo, quando decidir mudar a liderança de um departamento poderá afetar algumas pessoas e causar certo desconforto. Dado a situação ele pode ficar solitário e incompreendido, este é o preço da gerência – a solidão. A igreja precisa de obreiros que sejam servos e o pastor, naturalmente, precisa de amigos fiéis; Longe de sua terra natal, a solidão se torna um custo angustiante para quem aceitou, como Abraão, segregar-se das agremiações de sua “terra”, da fraternidade de sua “parentela” e do afeto da casa do “pai” (Gn 12.1); Para ser incompreendido, rejeitado e solitário em terra estranha.
Não obstante, é impossível dar respostas à solidão causada por membros que, insatisfeitos, se distanciam do pastor. Ele deve, no entanto, construir mecanismos que a evite, tais como: 1) Procurar viver em paz com seus membros; 2) Entender suas singularidades, pois as pessoas não serão como você quer que elas sejam; serão elas mesmas, apenas temos que aceitá-las; Por isso não seja rancoroso ou temperamental, saiba que a maioria dos conflitos são gerados pela deficiência das boas relações, portanto uma das partes tem que ceder; e 3) conquiste novos amigos, aumentando seu círculo de amizade.
Crítica (destrutiva)
É um custo à liderança porque destrói a motivação para delegarmos. Sanders diz que a crítica é o elemento mais “destrutivo” da liderança, compromete a autoestima, o raciocínio e afeta a alma gerando um sentimento de rejeição no Pastor, causando fragilidade comunicativa aos liderados. SCOTT HAGAN (Pastor-Presidente da Mars Hill Community Church, das Assembleias de Deus de Sacramento, Califórnia-EUA) teoriza que as críticas geralmente provêm das bordas (Nm 11.1) da comunidade e da mistura de gente (Nm 11.4) não comprometidas com a liderança e o Reino: “… o povo começou a queixar-se das suas dificuldades… a sua ira acendeu-se e fogo da parte do SENHOR queimou entre eles e consumiu algumas extremidades do acampamento” (Nm 11.1 – NVI).
Esteja consciente de que quanto mais longe estiver do rebanho, mais surgirá murmuração e se você voltar toda sua atenção para “o meio” as bordas ficarão deficientes; nesse caso a liderança fica comprometida abrindo caminhos para revelias. Quando Moisés ficou distante do povo muito tempo, embora fosse necessário naquele momento, o resultado foi nefasto (Êxodo 32). Portanto, convém que os pastores tenham cuidado quando precisar passar algum tempo longe do rebanho, o tempo de ausência do líder determinará o quanto aparecerá críticas e a rapidez como elas se propagarão contra sua administração.
A melhor maneira de responder às críticas é o silêncio, Não revidar com palavras ofensivas ou do mesmo calão; ao contrário, o líder deve agradecer por tais críticas e fazer delas combustível para o aperfeiçoamento. Assim, os críticos verão o posicionamento humilde do Pastor, conquistando suas emoções, facilitando-lhes a aproximação e estabelecendo relacionamentos de confiança entre ambos. Socializar-se é uma forma de evitar as críticas, conviver com os que estão insatisfeitos, ouvi-los e saber tomar atitudes para não comprometer sua liderança e a comunidade local ajudará a evitar as críticas destrutivas.
Não rebata crítica com crítica, mas “elogie sempre antes de criticar ou apontar um erro. Primeiro conquiste o território da emoção depois o da razão.” (Augusto Cury, 2008). Tomando como exemplo Ulisses Guimarães que nas questões políticas que precisariam do voto da maioria, o parlamentar não buscava conquistá-lo nas tribunas do Congresso Nacional, mas nas mesas de restaurantes; depois que seus críticos estavam com os ânimos calmos degustando um almoço promovido por ele. Promova um “almoço” para seus críticos e os tornará em aliados.
Rejeição
Uma mensagem não aceita, uma ordem não executada e semblantes insatisfeitos são aguilhões poderosos que ferem, profundamente, àqueles que exercem o cargo da liderança. A rejeição é muito mais sentida e causa ainda mais ressentimentos quando se manifesta ao Pastor – A quem se espera obediência, em vez de rejeição. Não devemos esquecer o fato de que a aceitação, submissão e obediência são atitudes intrínsecas do membro em relação ao seu pastor: “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles…” (Hb 13.17-ARC 2009).
As fontes da rejeição podem emanar das mais diversas características pessoais do líder: Intelectual(quando o pastor é um profundo intelectual: Ex 2.14; ou quando não tem uma formação aquém de seu público: Mc 6.3); Etária (quando é muito novo: Gn 37.8; ou está na terceira idade: 1Sm 8.5); Estrutural (de pequena estatura e semblante agradável: 1Sm 17.28) e etc.
A rejeição é evitada e/ou respondida pela Influência, que é aplicada pela própria atividade do líder: aliderança. Nesse nível a influência funciona como prevenção à rejeição; dessa forma, a capacidade do líder de influenciar direcionará a atitude do liderado em rejeitar ou aceitar suas posições, liderança e sua própria personalidade. Porque “liderança é a habilidade de mover e influenciar pessoas”(Sanders, 1985) fazendo com que elas mudem o pensamento tendencioso à rejeição para aceitação.
Este nível eu teorizo como: o Nível Técnico da Influência, é o nível que depende exclusivamente da capacidade técnica da Arte da Liderança desenvolvida pelo líder; O pastor que contagia, surpreende e influencia conquistará a confiança do membro e fará dele um discípulo fiel.
O outro nível é a oração e defino como: o nível espiritual da influência; Ela é usada quando a rejeição estiver em plena ação, quando a capacidade de influenciar já não for o suficiente para mover o coração obstinado do homem rebelde. Experimente orar por um obreiro ou um grupo que está sendo insubordinado, lhe rejeitando o tempo todo; A oração, permanente e exclusivamente para esse propósito, irá movê-los e a rejeição será dissipada.
Sanders cita Hudson Taylor, que garante ser “possível mover os homens, através de Deus, apenas pela oração”. A obstinação humana torna-se mais difícil de combater porque a arbitrariedade rege as decisões volitivas do homem, Senão seria fácil liderar. No entanto, a oração é o recurso espiritual para o líder responder a rejeição e manter boas relações humanas com os seus membros, Sanders esclarece que “o alvo da oração é o ouvido de Deus. A oração influencia os homens, porque influencia Deus, para que Ele influencie os homens. Não é a oração que move os homens, mas Deus, a quem nós oramos.”
Fonte: Gospel Prime


Por Pr. Cícero Araújo
Bacharel em Teologia pela FAETAD/GLOBAL UNIVERSITY Licenciado em Biologia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú-CE Pós-graduando em Liderança e ADM. Eclesiástica. Pastor na Assembleia de Deus em Barroquinha-CE.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Tabela curiosidades, dados biblicos.

Amigo (a)s;
Leigos, estudantes sejam de cursos, seminários, amantes das escrituras sagradas em geral, com o intuito de ajudar vocês resolvi deixar a disposição esta tabela  com dados de informações sobre numero de livros, capítulos, versículos da Bíblia Sagrada.
Esta pesquisa foi realizada na Bíblia Sagrada (ARC), Almeida Revista e Corrigida. alguma exceção será exibida detalhadamente.
É livre a reprodução desta tabela mas se você quiser seria legal se colocar os créditos ao blog:

AT
NT
Bíblia inteira
Número de Livros
39
27
66
Número de Capítulos
929
260
1.189
Livro Maior
Salmos (150 Salmos)
Mateus e Atos (28 capítulos)
Salmos
Livro Central
Provérbios
2ª Tessalonicenses
Miqueias e Naum
Livro Menor
Obadias
2ª João
2ª João
Maior Capítulo
Salmo 119 (176 versículos)
João 6 (71 versículos)
Salmo 119
Capítulo Central
Jó 29
Romanos 13 e 14
Salmo 118
Menor Capítulo
Salmo 117
2ª João
2ª João
Maior Versículo
Ester 8:9
Apocalipse 20:4 (62 palavras)
Ester 8:9
Versículo Central
2ª Crônicas 20:8
Atos 17:17
Salmo 118: 8
Menor Versículo
Ester 8:9
Lucas 20.30
Ex 20.13 e Dt 5;17(ARC)
Jó 3.2 (ARA)

OBS: Em termos do maior número de capítulos no Novo Testamento, o Evangelho de Mateus e Atos estão rigorosamente empatados. Mas em se tratando do livro com a maior extensão, o Evangelho de Lucas é maior que o de Mateus.
Fonte: canalbiblico.blogspot.com