sábado, 27 de novembro de 2010

A Bíblia de Myanmar: tradução de Adoniram Judson:




Prêmio Nobel da Paz 1991
João Cruzué

Hoje 13 de novembro de 2010, Aung San Suu Kyi a principal oposicionista do regime birmanês foi liberta da prisão. Ela passou 16 anos na prisão pública ou domiciliar nesses últimos 21 anos. Em 1991 ela foi agraciada com o Prêmio Novel da paz. Myanmar ou Burma - como o país é conhecido no mundo é governada por tiranos de uma junta militar.

No Ano passado um ciclone devastou o país. Na oportunidade troquei alguns emais com um irmã da Igreja Batista de Myanmar.

Todavia o assunto principal deste post não é a Senhora Suu Kyi, mas o Missionário americano Adoniram Judson, que traduziu a Bíblia para a língua birmanesa no século XVIII. O que me atrai na biografia de Judson, é que ele levou cinco anos para ganhar a primeira alma para Jesus naquele país; nove anos de trabalho para batizar 18 almas.

Imagino que deva ter morrido pensando que seu trabalho foi um culto ao fracasso. Se ele fosse pastor nos dias de hoje, de certas igrejas "neopentecostais" teria sido demitido em menos de seis meses por falta de resultados.

Resultados? Hoje há mais de dois milhões de almas convertidas a Cristo naquele país. Sabe qual a tradução da Bíblia que eles usam? a de Adoniram Judson. Verdeiramente o semeador semea as sementes da esperança regando com as próprias lágrimas, para que, um dia, o ceifeiro colha os frutos com alegria às vezes pensando que foi por seu esforço pessoal. Lembrando Martin Luther King: "Longe nas brumas da eternidade, os olhos do Senhor estão atentos e a tudo observa."


O TRABALHO DE JUDSON



Ev Joao
Evangelho de João, capítulo 1: 01-13
A Bíblia Judson para Myanmar

A tradução da Bíblia Sagrada para a língua birmanesa foi uma das grandes contribuições que o Missionário batista, americano, Adoniram Judson deu para a obra missionária em Myanmar no século 18.

Veja a beleza dos caracteres do idioma de Burma e perceba o enorme esforço de missões através de milhares de horas de estudos, pesquisas e horas de sono. Um projeto de 20 anos que teve começo, meio e fim, pois sempre esteve debaixo da graça do Senhor.

O primeiro convertido veio somente depois de sete anos de evangelização. Depois de nove anos de trabalho batizaram apenas 18 almas. O custo cobrado foi altíssimo: três filhos e a esposa mortos, prisões em condições subumanas. Mas veio um tempo em que seu esforço foi recompensado.

Por ocasião de um festividade budista no Pagode Dourado de Rangoon, distribuiu quase 10 mil folhetos apenas aos que lhe PEDIRAM. Algumas pessoas viajaram cerca de três meses, desde as fronteiras da China, atrás de uma Escritura porque souberam que existia um inferno eterno e queriam fugir dele. Quando Adoniram Judson presenciou aqueles dias, eu sei que ele chorou. Chorou de contentamento porque valeu a pena o esforço e o sacrifício de cada dia dos 20 anos de seu trabalho.

Em tempos de tantos crentes e de tantos projetos, uma questão sempre vem para análise: é certo que os planos de Deus existem para serem colocados em prática pelos discípulos de Cristo; como seria bom se cada um soubesse o que, como, onde e quando agir.

Considerando que o saber é de acúmulo coletivo creio que uma de nossas maiores fraquezas está na falta de diálogo melhor com as pessoas que nos cercam, pois Deus fala conosco através delas. Assim não perderíamos tempos com o secundário não nos empenharíamos esforços em portas fechadas nem desistiríamos ante à primeira derrota.

Eu sei que Deus procura os fiéis da terra: homens e mulheres; jovens e velhos; estaremos nós dispostos a esperar em oração o tempo necessário para ouvir a Sua voz e dar um passo de cada vez sem escorregar nas cascas de bananas do diabo ou tropeçar nas pedras espalhadas pela nossa própria presunção?

Precisamos investir mais de tempo para ler e meditar mais sobre a vida de dois homens simples que causaram grandes estragos na "horta" do diabo: na Índia por William Carey e na Birmânia ( Myanmar) por Adoniram Judson.


Se você lê inglês, as melhores informações sobre Burma estão aqui: bgm

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

IMPORTANTE: LIBERDADE SOB ATAQUE. MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA NO BRASIL

A REPRODUÇÃO DESTE TEXTO É LIVRE E PERMITIDA PELOS AUTORES, DESDE QUE EM SUA INTEGRALIDADE E CITADAS AS FONTES.


UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA


A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Portal da Igreja Presbiteriana do Brasil
Fonte: pointrhema.blogspot.com

IPB manifesta-se a respeito das leis sobre o aborto e a homofobia


09.05.2007 11:07

Presidente do Supremo Concílio, rev. Roberto Brasileiro publica artigo com a posição da denominação frente a assuntos que estão mobilizando o país

Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público me MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.


I – Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.


Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.
Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.


II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.


Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(...). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11).


Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE CONTRA a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.


Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.


Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.


Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

Fonte: ipb.org.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contrarreforma - um dos maiores genocídios século XVII


Lista de Livros proibidos



Stephanie & Daniel Dañeiluk

Tradução: João Cruzué

Depois de cinquenta anos a Reforma já se havia consolidado na maior parte do território europeu. Quase toda Alemanha, Suíça, Escandinávia, Holanda, Inglaterra, Escócia, Bohemia, Áustria, Hungria e parte da França estavam embebidas do protestantismo. Esta situação, em extremo grave para a Igreja de Roma, fazia escorrer pelos dedos mais de 1000 anos de dominação, precisava ter uma resposta na medida.

Em 1540, Ignácio de Loyola foi encarregado de criar uma força especial contrarreformista. Nascia ali a Companhia de Jesus, cujos integrantes se tornaram conhecidos por jesuitas. Seus membros, cuidadosamente escolhidos e aprovados, que além de guardar os votos usuais da vida religiosa (obediência, pobreza e castidade), deviam jurar especial fidelidade à Santa Sé, para estarem dispostos a ir aonde o Papa os enviasse e realizar qualquer coisa para alcançar o objetivo definido.

A Companhia de Jesus cumpriu seus objetivos com malévola eficiência. Esta organização paramilitar, apelando para atividades de espionagem, subornos, sequestros, torturas, assassinatos e todo tipo de maldade imaginável, operou com total impunidade em prol da destruição da Reforma, sobretudo a partir do aval outorgado pelo Concílio de Trento (1545-1563).

Os jesuítas, junto com a Inquisição e os exércitos de reis leais a Roma, principalmente os da Casa de Habsburgo, constituíram o tridente que atacaria a Reforma.

Se a Reforma se caracterizou por aproximar o povo e seus líderes da valorização do homem, da liberdade, do progresso e da tolerância, apesar do dissenso; sendo suas principais armas as palavras e as letras, e pelo uso da espada (salvo exceções) em legítima defesa, a Contrarreforma se caracterizou por um objetivo: a aniquilação sistemática das pessoas suspeitas de serem partidárias dos protestantes.

O resultado da Contrarreforma foi o genocídio dos maiores de todos os tempos. Os católicos retomaram o controle do sul da Alemanha, Bohemia, Austria, Hungría, Polonia e Bélgica, e se consolidaram definitivamente nos países meridionais como Portugal, Espanha e Itália.

E como prova disso falta apenas estes dados: No início do século XVII (1601) os protestantes constituiam cerca de 80% da população da Bohemia, estimada em 4 milhões de habitantes. Depois das operações da contrarreforma ficaram apenas 800 mil. Todas católicas"


Blog El Ojo Protestante
Buenos Aires - Argentinahttp://www.blogger.com/img/blankhttp://www.blogger.com/img/blank.gif.gif
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Comentário: Lutero, ao meu ver, não era protestante quando liderou a Reforma. Era um zeloso professor católico preocupado com as heresias praticadas pelo Clero romano. Depois da Dieta de Worms a mudança se concretizou de fato.


Fonte:olharcristao.blogspot.com
Imagem:historiaebiblia.blogspot.com