sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contrarreforma - um dos maiores genocídios século XVII


Lista de Livros proibidos



Stephanie & Daniel Dañeiluk

Tradução: João Cruzué

Depois de cinquenta anos a Reforma já se havia consolidado na maior parte do território europeu. Quase toda Alemanha, Suíça, Escandinávia, Holanda, Inglaterra, Escócia, Bohemia, Áustria, Hungria e parte da França estavam embebidas do protestantismo. Esta situação, em extremo grave para a Igreja de Roma, fazia escorrer pelos dedos mais de 1000 anos de dominação, precisava ter uma resposta na medida.

Em 1540, Ignácio de Loyola foi encarregado de criar uma força especial contrarreformista. Nascia ali a Companhia de Jesus, cujos integrantes se tornaram conhecidos por jesuitas. Seus membros, cuidadosamente escolhidos e aprovados, que além de guardar os votos usuais da vida religiosa (obediência, pobreza e castidade), deviam jurar especial fidelidade à Santa Sé, para estarem dispostos a ir aonde o Papa os enviasse e realizar qualquer coisa para alcançar o objetivo definido.

A Companhia de Jesus cumpriu seus objetivos com malévola eficiência. Esta organização paramilitar, apelando para atividades de espionagem, subornos, sequestros, torturas, assassinatos e todo tipo de maldade imaginável, operou com total impunidade em prol da destruição da Reforma, sobretudo a partir do aval outorgado pelo Concílio de Trento (1545-1563).

Os jesuítas, junto com a Inquisição e os exércitos de reis leais a Roma, principalmente os da Casa de Habsburgo, constituíram o tridente que atacaria a Reforma.

Se a Reforma se caracterizou por aproximar o povo e seus líderes da valorização do homem, da liberdade, do progresso e da tolerância, apesar do dissenso; sendo suas principais armas as palavras e as letras, e pelo uso da espada (salvo exceções) em legítima defesa, a Contrarreforma se caracterizou por um objetivo: a aniquilação sistemática das pessoas suspeitas de serem partidárias dos protestantes.

O resultado da Contrarreforma foi o genocídio dos maiores de todos os tempos. Os católicos retomaram o controle do sul da Alemanha, Bohemia, Austria, Hungría, Polonia e Bélgica, e se consolidaram definitivamente nos países meridionais como Portugal, Espanha e Itália.

E como prova disso falta apenas estes dados: No início do século XVII (1601) os protestantes constituiam cerca de 80% da população da Bohemia, estimada em 4 milhões de habitantes. Depois das operações da contrarreforma ficaram apenas 800 mil. Todas católicas"


Blog El Ojo Protestante
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Comentário: Lutero, ao meu ver, não era protestante quando liderou a Reforma. Era um zeloso professor católico preocupado com as heresias praticadas pelo Clero romano. Depois da Dieta de Worms a mudança se concretizou de fato.


Fonte:olharcristao.blogspot.com
Imagem:historiaebiblia.blogspot.com

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